Sistema de gás exige observação diária, dizem especialista

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC
Denis Maciel/DGABC

Os constantes acidentes envolvendo o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) trazem à tona cuidados necessários para assegurar que os sistemas de aquecimento a gás estejam em perfeito funcionamento. Especialistas ouvidos pelo Diário recomendam observação diária para evitar tragédias, como a explosão em academia de ginástica em São Bernardo, no sábado. Segundo o Corpo de Bombeiros, vazamento na tubulação do gás usado para aquecer a piscina é a causa mais provável do acidente.

O professor de Engenharia Civil da Faculdade Anhanguera de São Caetano Marcos Tenani destaca que é preciso estar atento à tubulação em busca de odor característico. “O GLP não tem cheiro, mas as empresas acrescentam aquele odor para que possamos reconhecer vazamentos”, diz. Quando constatado cheiro de gás, o ideal é chamar assistência técnica imediatamente.

Tecnicamente, o gás é um tipo de combustível que precisa ser queimado para se transformar em energia térmica e, dessa forma, aquecer a água. No caso da academia onde o correu o acidente, a caldeira é o equipamento utilizado para a queima do GLP. “O importante é saber se a tubulação que leva o gás do tambor até a caldeira está em perfeito estado de conservação e com manutenção em dia”, observa Tenani.

Conforme explica a professora de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI Maristhela Marin, o GLP é mais pesado que o ar e, por isso, se acumula próximo do chão. Quando o ambiente não é ventilado, a chance de explosão aumenta. “Quando temos manutenção correta, vistoria periódica e local ventilado conseguimos minimizar o risco.”

Em casa, Tenani alerta para a necessidade de cuidados básicos, como manter o botijão do lado de fora da residência e sempre verificar a data de validade da mangueira do equipamento, já que o plástico precisa ser substituído. “Vale a ação simples de passar esponja com detergente para verificar se há formação de bolhas ou mais espuma”, ressalta.

http://www.dgabc.com.br/Noticia/530131/sistema-de-gas-exige-observacao-diaria-dizem-especialista?referencia=minuto-a-minuto-topo

Acidente de Trabalho – Borracheiro atingido por explosão de pneu receberá indenização

Acidente de Trabalho – Borracheiro atingido por explosão de pneu receberá indenização

28/04/14

Um borracheiro que sofreu acidente quando montava um pneu, resultando em lesões e perda auditiva, deverá receber indenização de R$ 30 mil. Em decisão unânime, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da Transportadora Giovanella Ltda. por concluir que a atividade desenvolvida pelo borracheiro no momento do acidente expunha-o a efetivo risco, culminando no acidente.

Na reclamação trabalhista, o borracheiro afirmou que, além da perda auditiva, sofreu ferimentos marcantes na face, corpo e pernas, e teve o baço extirpado. Em sua defesa, a empresa alegou que não poderia responder pela ausência de equipamento de proteção, pois sua presença em nada contribuiria para evitar as lesões. Sustentou ainda que as atividades que exercia não eram de risco, e que o acidente ocorreu por falha do pneu.

A transportadora foi condenada em todas as instâncias da Justiça do Trabalho. No primeiro grau, que fixou a indenização em R$ 16 mil por danos morais e R$ 4 mil por danos estéticos, o entendimento foi o de que a empresa não tomou precauções para evitar ou diminuir os riscos, assumindo a culpa exclusiva pelo acidente. O valor total da condenação foi majorado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) para R$ 30 mil.

Responsabilidade

Para o relator do recurso da empresa ao TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, a atividade desenvolvida pelo empregado expunha-o a efetivo risco, “corroborado pela proporção do acidente sofrido”. Essa circunstância, a seu ver, possibilita o reconhecimento da responsabilidade com base na teoria objetiva.

Segundo o ministro, não é preciso que a natureza da atividade do empregador seja, exclusivamente, de risco para aplicar a responsabilidade objetiva prevista no parágrafo único do artigo 927 do Código Civil. “Importa é que a atividade exercida pelo trabalhador implique maior exposição a risco, ante a imensa probabilidade, em face de seu exercício, de ocorrer infortúnios trabalhistas”, afirmou.

Fonte: Direitonet
http://www.viaseg.com.br/noticia/14890-acidente_de_trabalho__borracheiro_atingido_por_explosao_de_pneu_recebera_indenizacao.html

Marinha confirma acidente em caldeira no porta-aviões São Paulo

31/01/2014 – 17h17 0 –

http://www.dci.com.br/cidades/marinha-confirma-acidente-em-caldeira-no-portaavioes-sao-paulo-id382328.html

RIO DE JANEIRO – Desde que foi incorporado à Marinha brasileira, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos…

Agência Brasil

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RIO DE JANEIRO – A Marinha do Brasil confirmou nesta sexta-feira (31), por meio de nota, que o porta-aviões São Paulo apresentou dois acidentes quando fazia testes em seu sistema de propulsão na Baía de Guanabara, esta semana. O primeiro problema ocorreu ontem, com derramamento de óleo para o mar. O outro foi quarta-feira (29), quando houve um vazamento de vapor que atingiu três tripulantes. A Força minimizou as consequências dos dois casos.

Desde que foi incorporado à Marinha brasileira, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos. No mais recente, ocorrido em 22 de fevereiro de 2012, um militar morreu em incêndio e três ficaram feridos. Outro acidente, ainda mais grave, matou três marinheiros em 17 de maio de 2005, após o rompimento de uma tubulação de vapor.

Segundo a nota, o vazamento de óleo de ontem teve pequena proporção e foi logo contido após acionamento de plano de contingência, tendo a própria Marinha recolhido o resíduo despejado, evitando a poluição do mar. No outro caso, os marinheiros, de acordo com as informações divulgadas, não teriam sofrido maiores consequências pelo vazamento de vapor e já foram liberados, após atendimento médico, sem apresentarem ferimentos.

A informação dos acidentes desta semana foi divulgada nesta sexta-feira (31) em matéria do jornal O Dia, após denúncia de marinheiros que estavam a bordo. De acordo com o site da Marinha, o porta-aviões, fabricado pela França entre 1957 e 1960, tem uma tripulação de 1.030 homens e capacidade de transportar até 37 aeronaves de asa fixa e 2 helicópteros. É o mais importante navio do país.